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5 de fev de 2009

Mesmo com dois meses de lei, consumidor reclama de call centers



Empresas não cumprem as novas regras de atendimento ao consumidor e agora fazem parte de uma lista de multas feita pelo governo.
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Foi anunciado. Uma nova lei iria dar jeito no atendimento ao consumidor por telefone, os chamados call centers. Passados dois meses, pouca coisa mudou.

Leia mais sobre Brasil no G1 Algumas empresas rapidamente se adaptaram, mas muitas permaneceram como antes: tratando o consumidor com descaso. Algumas empresas já foram multadas e outras tantas estão sob investigação. O jeito é multar e multar. São mais de 200 processos abertos pelo governo contra empresas que descumprem as novas regras de atendimento ao consumidor por telefone. Empresas de telefonia fixa e celular são as campeãs de reclamações. O consumidor que se sentir prejudicado deve procurar o Procon para encaminhar a denúncia. Ainda não foi desta vez. Os serviços de atendimento ao consumidor por telefone, chamados de call center, continuam deixando a desejar. “Não melhorou nada. De jeito nenhum. Continua a mesma coisa”, comenta a administradora Maria da Paz Costa. A lei pretendia acabar com a longa espera ao telefone e determinou que, no máximo, em um minuto o consumidor fosse atendido, mas a mudança ainda não chegou para todos. “É muito chato ficar no telefone muito tempo, esperando, e eles passam a ligação para outro”, afirma o dentista André Rezende. Para acabar com o empurra-empurra, qualquer atendente tem que estar habilitado para cancelar o serviço, se for este o desejo do cliente. Esse é o desejo que o professor Rodrigo Braz tenta realizar há mais de um mês. “Tentei efetuar o cancelamento da minha internet banda larga e TV por assinatura, só que eu não fui atendido”, conta. Desde que a lei entrou em vigor, há dois meses, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor já abriu 200 processos contra empresas que descumprem a regra. O número é recorde. São quase cinco processos por dia útil. As empresas de telefone celular e fixo lideram a lista de reclamações, seguidas das de cartão de crédito, dos bancos, das empresas de transporte e de TV por assinatura. Algumas já foram multadas, outras advertidas e estão sendo investigadas. Três empresas de transporte interestadual receberam, juntas, uma multa de R$ 3 milhões. “A nossa expectativa, sobretudo, é que as empresas, que mantêm uma relação com os consumidores, passem também não apenas a cobrar, mas a respeitar os seus direitos. O consumidor precisa e deve ser respeitado. Caso contrário, tem que doer no bolso daquele que descumpriu”, declara Ricardo Morishita, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça. Dessas três empresas que foram multadas, duas não tinham sequer serviço de atendimento por telefone. As empresas podem recorrer das multas.
Fonte:Jornal Bom Dia Brasil RG

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