Brasil

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30 de nov de 2007

Presidente mente de forma cínica, diz DEM

Folha de S. Paulo
Silvio Navarro - da Sucursal de Brasília

A frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva gerou reação da Executiva do DEM, o principal crítico da prorrogação da cobrança da CPMF no Congresso. Em nota, o partido classificou a fala como "arrogante e autoritária" e disse que o presidente "mente de forma cínica"."Não é um presidente que mente de forma cínica e governa de costas para o país que vai definir o futuro do país ou o futuro do DEM", diz a nota.O DEM afirma ainda que a CPMF só interessa ao presidente Lula "porque interessa ao governo seguir gastando e ampliando a máquina pública para tentar transformar o Estado em filial do PT".O texto do DEM diz ainda que o presidente Lula "só se preocupa com a sua permanência no poder" e que "não defende valores éticos"."O futuro do povo brasileiro será definido pelo próprio povo que sonha com um governo livre da incompetência e da corrupção. E com um presidente que pense menos na perspectiva de seu poder pessoal e mais na perspectiva do país", afirma.A nota leva a assinatura do presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e dos líderes do partido na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), e no Senado, José Agripino Maia (RN).O DEM possui 14 senadores e, junto com o PSDB, forma o bloco de oposição com 27 integrantes. Apesar de não ter fechado questão, o partido assegura que votará inteiro pela rejeição da CPMF e ameaça punir senadores que se alinhassem ao governo.Agripino afirmou ontem que a frase foi uma reação do presidente Lula "quando percebeu que não tem votos para aprovar a CPMF". Ele diz que a oposição já obteve apoio de seis senadores da base e que, tecnicamente, já tem votos para derrubar a CPMF no plenário na semana que vem.Rodrigo Maia afirmou que Lula "está à beira de um ataque de nervos".A CPMF é classificada na nota como um "imposto nocivo ao bolso do povo brasileiro e prejudicial ao desenvolvimento do país". Apesar da CPMF e da arrecadação recorde de impostos, o governo Lula levou à falência os serviços de saúde e de educação, as estradas, o sistema aéreo, sem falar na crise do abastecimento de energia elétrica por falta de investimentos."Segundo avaliação de parlamentares da sigla, a intenção do presidente com a frase teria sido insuflar as bases nos Estados para gerar pressão aos senadores que votarão contra a emenda.
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