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16 de nov de 2007

Emprego de carteira assinada cresce.

Outubro registra melhor período
Jornal do Brasil
Da redação
A geração de empregos formais até outubro de 2007 foi a melhor já registrada no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
Nos primeiros 10 meses do ano foram criados 1,812 milhão de postos com carteira assinada, quebrando o recorde de 2004 (1,79 milhão). Trata-se de um crescimento de 6,55% em relação ao mesmo período de 2006.
De acordo com o Caged, só em outubro foram criadas 205.260 novas vagas, o que representa um aumento de 0,7% em relação a setembro. O resultado de outubro de 2007 é o melhor da série para o mês.
Embora dezembro seja tradicionalmente um mês de baixas do mercado de trabalho, a expectativa do Ministério do Trabalho é de que a geração de empregos com carteira assinada em 2007 fique entre 1,6 milhão e 1,65 milhão, um pouco acima da previsão inicial de 1,55 milhão de postos - acima, portanto, do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.
Para o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o desempenho do comércio indica que o Natal de 2007 será o melhor da história.
- Ouso dizer que o comércio brasileiro vai ter o melhor Natal da história Não é palpite. - disse- Todos os dados indicam um crescimento consistente. O Brasil está em um momento favorável, com todos os setores em crescimento contínuo.
A exceção na geração de empregos foi a agricultura, que, por causa da entressafra, teve redução de 11,4 mil vagas em outubro, ou queda de 0,7% em relação a setembro.
Por outro lado, a construção civil criou 21,6 mil postos de trabalho - 1,42% a mais em relação a setembro.
O setor de serviços criou o maior número de vagas: 67,7 mil, um aumento de 0,58. No comércio, foram 63,7 mil novas vagas (aumento de 1%) e 60 mil na indústria de transformação (crescimento de 0,86%) - melhor resultado da série para o mês de outubro, com destaque para o setor têxtil e vestuários.
No ano, a construção civil teve resultado recorde com a criação de 194,8 mil postos - 14,42% a mais que o mesmo período do ano passado. Já o setor de serviços foi o que mais contratou: 565,4 mil novos postos, aumento de 5,10% em relação ao mesmo período de 2006. Na indústria da transformação foram 540 mil novas vagas ou 8,34% a mais.
O comércio foi responsável pela admissão de 275 mil trabalhadores nos primeiros 10 meses de 2007, aumento de 4,46%.
Contratações chegam a 1,81 mi no ano e superam o recorde de 2004
Folha de S. Paulo
Julianna Sofia - da Sucursal de Brasília
O mercado de trabalho formal já criou 1,812 milhão de vagas neste ano. Impulsionado pelo setor de serviços e pela indústria da transformação, o emprego com carteira assinada registrou, nos primeiros dez meses de 2007, o melhor desempenho da série histórica elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.Os números superam o resultado acumulado entre janeiro e outubro de 2004, que é considerado "o ano de ouro" do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No período, havia sido contratado 1,796 milhão de trabalhadores formais.Diante do bom desempenho do mercado, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) elevou para 1,65 milhão sua expectativa para a geração de postos formais no ano. A previsão anterior ficava entre 1,55 milhão e 1,60 milhão. O otimismo do ministro o levou a projetar a criação de mais de 100 mil postos neste mês e um nível menor de demissões em dezembro.Historicamente, em dezembro há retração no mercado de trabalho. "Novembro será surpreendente e em dezembro a queda será a menor da história. Não é só palpitódromo. Os dados do Caged podem até serem mais otimistas do que eu e o número do ano pode até superar 1,65 milhão", disse Lupi.Em outubro, foram gerados 205.260 postos com registro em carteira -recorde para o mês. O melhor resultado anterior fora registrado em 2004, com a geração de 130.159 postos formais. Os empregos no setor de serviços foram destaque tanto no mês como no ano.Em outubro, as contratações superaram as demissões em 67.751 postos, enquanto o saldo de 2007 chega a 565.476 vagas. Na avaliação do MTE, os segmentos de hotelaria, bares e restaurantes vêm puxando esse crescimento, pois estão em fase de preparação para as festas de final de ano.O economista da LCA Consultores Fábio Romão classificou de robusto o número de empregos gerados em outubro e afirma que o resultado ultrapassou as expectativas. Para ele, no entanto, uma boa parte desses postos formais representa a formalização de trabalhadores."Analisando os dados recentes da Pesquisa Mensal de Emprego, estamos vendo que há redução no número de trabalhadores informais e aumento dos formais. Há uma transferência", disse.Romão também destaca que a projeção de Lupi para o ano é exagerada, mas reconhece que os dados de 2007 serão os melhores da série histórica."Já estamos nos preparando para refazer nossas projeções. Não creio que o 1,65 milhão previsto pelo ministro seja atingido, mas certamente ficará acima do saldo de 2004."
Emprego com carteira assinada bate novo recorde
O Estado de S. Paulo
Isabel Sobral
As empresas privadas continuam batendo recordes na geração de empregos formais, impulsionadas pelo crescimento econômico. De janeiro até outubro, foram abertas 1,81 milhão de novas vagas, o melhor resultado para esse período da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciada em 1992.O número de empregos criados entre janeiro e outubro foi 19,8% maior do que em igual período de 2006. O estoque de empregos com carteira assinada aumentou 6,5%, e chega a 29,5 milhões. Somente no mês passado, foram feitas 205,3 mil novas contratações, também o melhor resultado do Caged para meses de outubro. O setor de maior destaque nas contratações foi o de serviços, com 565,5 mil postos. A indústria acumulou 540 mil novas vagas e o comércio, 275,3 mil. Em outubro, de acordo com os dados do Caged, o maior numero de contratações foi registrado no Estado de São Paulo (73,1 mil), seguindo-se o Rio Grande do Sul (20,1 mil), Santa Catarina (16,5 mil) e Rio de Janeiro (16,4 mil). Mas todos os Estados elevaram a quantidade de contratações no mês passado. A exceção foi o Acre, onde, segundo as explicações dos técnicos do Ministério do Trabalho, houve fortes demissões nos ramos da indústria alimentícia e de madeira e mobiliário. O Caged é um cadastro que registra mensalmente todas as contratações e demissões realizadas pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ficam de fora dessa estatística os servidores públicos e os empregados domésticos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, comemorou o resultado, antecipando que há indicações de que em novembro haverá um "saldo em torno de 100 mil" novas contratações formais. Ele afirmou ainda que dezembro seguirá a tradição de ter mais demissões que contratações, mas em uma intensidade menor que em anos anteriores. "Dezembro vai ter queda (nas contratações), mas será a menor da história." Com isso, o ministério projeta que 2007 vai terminar com um saldo positivo de 1,6 milhão de novas vagas com carteira assinada. O recorde anual até agora foi registrado em 2004, quando foram abertos 1,52 milhão de empregos formais. CONSTRUÇÃO CIVILO setor de construção civil registrou uma taxa de crescimento de 14,42% nas contratações feitas este ano até outubro, a maior entre todos os setores analisados pelo Caged. "A construção civil tem sido o grande fenômeno do ano", destacou Lupi. De janeiro a outubro, esse setor abriu 194,8 mil novas vagas. Somente em outubro, houve uma elevação "quase generalizada" na criação de empregos formais. Dos 26 setores registrados, somente a agricultura, por motivos sazonais, relacionados com a entressafra no Centro-Sul do País, apresentou redução nas contratações - queda de 11 mil postos. A indústria foi responsável pela abertura de 60 mil vagas enquanto os serviços abriram 67,7 mil empregos. O comércio contratou novos 63,7 mil empregados. Para Lupi, também está contribuindo para os bons resultados estatísticos do emprego formal neste ano a preparação das empresas para o período pré-natalino e a expectativa de ter um forte aumento das vendas no Natal.
Criadas 205,2 mil vagas formais
Correio Braziliense
Marcelo Tokarski
O ritmo da geração de empregos formais cresceu fortemente no mês passado, quando foram criadas 205.260 vagas com carteira assinada no país. Foi o melhor outubro da história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), iniciado em 1992. O número de postos abertos superou em 75,1 mil o recorde anterior, pertencente a 2004. No acumulado dos 10 primeiros meses do ano, o saldo está positivo em 1.812.252, também o melhor desempenho de toda a série — quase 16 mil vagas a mais que o recorde anterior, registrado no mesmo período de 2004.Os dados levaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a rever para cima a projeção para 2007. Segundo ele, o Caged deve fechar o ano com um saldo entre 1,6 milhão e 1,65 milhão — a estimativa anterior era inferior em 50 mil vagas. "Teremos o melhor final de ano da história. Todos os dados são consistentes", afirmou o ministro. O melhor ano da história é 2004, quando o cadastro apontou a criação de 1,523 milhão de empregos formais.Segundo o ministro, novembro deve registrar a criação de 100 mil postos com carteira assinada — o recorde para este mês é de 79 mil, em 2004. "Em dezembro (quando tradicionalmente há mais demissões que contratações), vai ser a menor queda da história", apostou Lupi. No último mês do ano passado, por exemplo, o saldo do Caged ficou negativo em 317 mil vagas. Em dezembro de 2004, foram fechados 352 mil postos de trabalho formais.Em outubro, o setor de serviços liderou o processo de expansão do emprego formal, com a contratação de 67.751 novos trabalhadores (um terço do total). Em seguida vieram o comércio (63.773, ou 31%) e a indústria (60.034, ou 29,2%). Todos esses segmentos também registraram o melhor mês de outubro de toda a série do Caged. Devido à entressafra, apenas na agropecuária houve fechamento de vagas (saldo negativo em 11.405 postos), embora no menor ritmo dos últimos quatro meses. O ministro lembrou que, apesar de negativo, foi o melhor desempenho do setor para os meses de outubro. "Embora tenha caído, a agricultura teve o menor número de demissões", afirmou.AcumuladoNo acumulado dos 10 primeiros meses do ano, todos os setores da economia registraram saldo positivo no Caged. Serviços também lideram a geração de empregos nesse tipo de comparação, com 565.476 vagas, ou 31,2% do total. Em segundo lugar vem a indústria, com 540 mil vagas, (29,8%). De acordo com o ministro, outro destaque é a construção civil. De janeiro a outubro, o setor abriu 194.825 vagas com carteira assinada, o melhor desempenho para o período desde 1992. O recorde anterior era de 2005, com quase 62 mil postos a menos. "Acredito que até em dezembro a construção civil terá saldo positivo, o que será inédito", afirmou Lupi. Segundo ele, além do setor imobiliário, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já estão criando empregos.O Brasil se aproxima de atingir a casa dos 30 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado — os dados do Caged não incluem servidores públicos e militares. Em outubro, o cadastro apontou a existência de quase 29,5 milhões de postos formais. Desde janeiro de 2004, quando o mercado de trabalho brasileiro passou a crescer com maior vigor, a expansão do estoque é de 24%.
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